sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Reunião das Casas Espíritas de Parnaiba

Domingo 01.03.09 às 17h, os presidentes das instituições espíritas de parnaiba, estarão reunidos no Centro Espírita Chico Xavier, Rua Borges Machado, 915 para tratar de questões que dizem respeito ao Movimento Espírita.
Esta reunião acontece a cada 1º domingo do mes como parte do trabalho de unificação das casas espíritas, oportunidade em que as casas se visitam, de vez que o calendário é rotativo.

Mais uma do 15º EMEPI...

Mensagem de Gratidão aos Trabalhadores.

"Nossa, já está acabando! E já sinto falta de todos que conheci e reencontrei aqui.
Tudo que aprendemos e todas as amizades que fizemos é graças ao trabalho, ao amor e a dedicação de vocês.
Vocês têm idéia da importância da presença de vocês nesse Encontro?
Vocês são maravilhosos!
Agradeço a todos que contribuíram para que este EMEPI se realizasse. E agradeço a Deus por vocês terem aceito esta missão sublime. Espero encontrá-los logo. Muita Luz!"

Wasteriza Mayara – Centro Espírita Nosso Lar (Barras – Piauí)

15º EMEPI - "E a Família, onde está ?"




15º EMEPI - COMUNHÃO e LUZ!



Essas duas expressões iniciais resumem o clima do 15º Encontro de Mocidades Espíritas do Piauí - EMEPI, que aconteceu durante o período de 21 a 24 de fevereiro de 2009, na sede da Federação Espírita Piauiense - FEPI, em Teresina, com a presença de 80 jovens dos diversos Centros Espíritas da capital, assim também como representantes dos Centros Espíritas das cidades de Campo Maior, Barras, Floriano e Parnaíba, além da presença da Presidente Rosa Araújo e dos diretores de departamento da FEPI.

Ás 18 horas do sábado (21/02), foi apresentado o objetivo desses dias de reflexão: “E A FAMÍLIA, ONDE ESTÁ?”. A dinâmica do Encontro foi pautada por grupos de discursão (doutrinárias), no turno da manhã, onde o eixo FAMÍLIA foi moderado através de diálogos e plenárias. Durante o turno da tarde foram realizadas as oficinas do ESPIRARTE, sendo divididas em cinco (05) oficinas: teatro, música, reciclagem, produção literária e pintura. O resultado final desses grupos refletiu o comprometimento da juventude com a construção coletiva de valores. Dentre outras atividades ao longo do 15º EMEPI contamos com a exibição de filmes, palestras, brincadeiras e muita... mas muita partilha de vida.

O 15º EMEPI terminou na terça-feira (24/02) às 17 h30 e deixou marcas positivas em cada participante. Mas sabemos que os frutos desse evento continuarão presentes e vivos ao longo de cada caminhada. Devemos enfim “beber” da Parábola do Semeador e sair espalhando a BOA SEMENTE em nossos lares, em nossas famílias... fortalecendo assim uma FAMÍLIA ESPIRITUAL cada vez mais forte e integrada com o AMOR MAIOR.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Livro dos Espíritos em áudio

Agora já pode ouvir on-line, ou fazer download de O Livro dos Espíritos.
Basta clicar aqui: http://www.forumespirita.net/fe/index.php?page=148

domingo, 22 de fevereiro de 2009

15º EMEPI - Encontro das Mocidades Espíritas do Piauí.

Os jovens espíritas estão reunidos na Fepi em evento que, além de animado, e fraternal, discutem questões relativas a familia. Trata-se do 15º EMEPI - Encontro das Mocidades Espíritas do Piauí.

O tema do EMEPI desse ano é: E a Família, Onde Está?
O evento propicia momentos de evangelização, arte e confraternização e prosseguirá até o dia 24.

FEPI, rua Olavo Bilac, 1394, Centro, Teresina.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lançamento DVD: A prece segundo os Espíritos

Vídeo musical

Com mensagens psicografadas de Espíritos como Joanna de Ângelis, Manoel Philomeno de Miranda e Dr. Bezerra de Menezes, o vídeo traz na voz do médium Divaldo P. Franco, preces e orações em meio a imagens que nos envolvem de paz. Ideal para começar as atividades do dia-a-dia, e principalmente dar início às palestras e eventos da casa Espírita.

Este vídeo musical será transmitido no Coleção TVCEI deste domingo, dia 22/02, às 20h (horário de Brasília).

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

ASSISTA O VIDEO DO "MAIS VOCÊ", COM DIVALDO PEREIRA FRANCO

Se você não assistiu a entrevista de Divaldo Franco no Programa "Mais Você", clique no link abaixo e assista na íntegra.


O ENDEREÇO PARA ACESSO:

http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1007259-10345,00.html


Colaboração: CEHC.Centro Espírita Humberto de Campos - RJ

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sobre o carnaval

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas. É lamentável que na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhes a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhes as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com os títulos da civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.

Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e às vezes toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.

É estranho que as administrações e elementos de governos colaborem para que se intensifique a longa série de lastimáveis desvios de espíritos fracos, cujo caráter ainda aguarda o toque miraculoso da dor para aprender as grandes verdades da vida.

Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifique o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.

Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho. Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro de suas possibilidades, para que possamos reconstituir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.

É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.


Chico Xavier (médium)

Emmanuel (espírito)

Fonte:
Revista Reformador
Publicação da FEB
02/1987


Palestra sexta-feira

DIA: 20 (SEX) ÀS 19H
TEMA: CARNAVAL E O ESPIRITISMO
EXPOSITOR: JOÃO BRAGA
DIRIGENTE: JORGE LUIS

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Transmissão ao vivo TVCEI

5º Congresso Espírita Estadual de Goiás Realização: Federação Espírita do Estado de Goiás (FEEGO)
Tema Geral: A Era do Espírito
Seminários com Divaldo Franco, Alberto Almeida, Suely Caldas Schubert, dentre outros.
De 21 à 24/02, consulte a programação completa no link "Agenda de Eventos" no site da TVCEI.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

15º Encontro de Mocidades Espíritas do Piaui - EMEPE

O que você vai fazer durante o período do carnaval?

De 21 a 24 de fevereiro, os jovens espíritas estarão reunidos em evento que, além de animado, é fraternal, informativo e relaxante. Trata-se do 15º EMEPI - Encontro das Mocidades Espíritas do Piauí, que acontece na Fepi - Federação Espírita Piauiense.

O tema do EMEPI desse ano é: E a Família, Onde Está?
O evento dura 4 dias e propicia momentos de evangelização, arte e confraternização.

Se você frequenta a mocidade espírita em algum centro ou na federação e quer participar do 15º EMEPI, faça sua inscrição em qualquer centro espírita ou na livraria da FEPI, rua Olavo Bilac, 1394, Centro, Teresina.
O valor é R$ 30,00 e o último prazo é 19 de fevereiro.
video

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Divaldo Franco na TV

O Programa "Mais Você", da TV Globo, exibirá no dia 18 de fevereiro (quarta-feira), uma reportagem especial sobre a Doutrina Espírita.
Divaldo Franco estará ao vivo no programa que contará ainda com uma entrevista com o diretor da FEB Cesar Perri.

Divaldo Franco fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em 7 de setembro de 1947. Dois anos depois iniciou a sua tarefa de psicografia. Já percorreu mais de 1000 cidades, 53 países e 11.000 palestras proferidas. Recebeu quase 600 homenagens, procedentes de Instituições culturais, políticas, universidades, associações beneficentes, núcleos espiritualistas, centros espíritas etc., destacando-se o título de Doutor Honoris Causa em Humanidades pela Universidade do Canadá e, no Brasil, mais de 80 títulos de cidadania.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Das telas de cinema para a sua casa

A TVCEI está realizando uma pré-venda, com entrega programada para 3 de março de 2009 do DVD filme Bezerra de Menezes
O filme acompanha a vida do médico Bezerra de Menezes (Carlos Vereza), conhecido como o médico dos pobres. A narrativa tem início na infância do personagem, no sertão nordestino. Aos 18 anos, o protagonista inicia no Rio de Janeiro seus estudos de Medicina. Lá, elegeu-se vereador e deputado em várias legislaturas e defendeu as idéias abolicionistas. Mas o que lhe trouxe o maior reconhecimento foi o trabalho anônimo realizado em prol dos desfavorecidos.

Palestra Domingo na Fepi

DIA: 15 (DOM) ÀS 18H
TEMA: O VALOR DA FÉ
EXPOSITOR: LOURISMAR VALENTE
DIRIGENTE: ELIANE MAGALHÃES

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Boletim TVCEI

Entrevista com Sandra Mussi sobre o trabalho de divulgação do Espiritismo no Canadá.

Ouvindo o relato das dificuldades dos espíritas no Canadá, é bom refletirmos sobre o quanto temos aqui no Brasil em termos de literatura, oradores, o número de entidades espíritas sem que nenhuma dificuldade nos seja imposta pelas leis, fazendo do Brasil o maior País espírita do mundo.
Coração do Mundo e Pátria do Evangelho!
video

Programa "Momento Paraná"

Confira nesta sexta!

Palestras, seminários, congressos e muitos outros eventos realizados pela Federação Espírita do Paraná (Feparaná). Nomes como os de Divaldo Franco, Cosme Massi e Raul Teixeira estão entre os palestrantes da programação. Não perca, todas as sextas, sempre às 22h (horário de Brasília) na tvcei canal 1, logo após o programa "Vida e Valores".

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Atividades Federativas

14

SAB

14h30

15h30

Encontro de Dirigentes e Trabalhadores da FEPI:

- Ações Federativas 2009 / Atividades Internas

- Oficinas Temáticas

I - Técnicas de Ensino - para Monitores.

II - Recepção na Casa Espírita - para Trabalhadores

do Atendimento na FEPI

III- Práticas Pedagógicas - para Evangelizadores.

FEPI

Diretoria

ESDE / DEME

DAPS / DATE

DIJE / DCSE

15

DOM

9h

Reunião do Conselho Federativo Estadual - CFE

FEPI

FEPI

Palestras sexta-feira na FEPI

DIA: 13 (SEX) ÀS 19H
TEMA: AS DORES DA ALMA (CONTINUAÇÃO)
EXPOSITOR: BERNARDO PINTO
DIRIGENTE: MARIANO SAMPAIO

Boletim TVCEI com o Deputado Luiz Bassuma sobre o Aborto

video

AGENDA FEPI 2009

No menu do blog, lado esquerdo, na postagem AGENDA FEPI 2009 você encontra a programação anual a ser realizada pela Fepi e Casas Espíritas.
Veja quais Centros aniversariam e datas dos cursos, seminários, encontros e congresso que a Fepi realizará no ano de 2009.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

15° EMEPI - Encontro de Mocidades Espíritas do Piauí 2009

Durante o período do carnaval de 2009 (21 a 24 de fevereiro), os jovens espíritas podem contar com um evento que, além de animado, é fraternal, informativo e relaxante. Trata-se do 15º EMEPI - Encontro das Mocidades Espíritas do Piauí, que acontece na Fepi - Federação Espírita Piauiense.

O tema do EMEPI desse ano é: E a Família, Onde Está?
O evento dura 4 dias e propicia momentos de evangelização, arte e confraternização.

Se você frequenta a mocidade espírita em algum centro ou na federação e quer participar do 15º EMEPI, faça já sua inscrição em qualquer centro espírita ou na livraria da FEPI, rua Olavo Bilac, 1394, Centro, Teresina.
O valor é R$ 30,00 e o último prazo é 19 de fevereiro.

Veja quem vai estar à frente da divulgação neste blog

À frente da divulgação da Doutrina Espírita neste blog, Eliane e Anchieta.
O novo blog da Fepi será o instrumento de divulgação do Espiritismo no Piaui e espera receber do movimento espírita, as notícias dos eventos para divulgação e estará informando as atividades que realizará.
Acompanhe dia-a-dia as notícias e divulgue com seus amigos o novo endereço.

Em torno da mesa de trabalhos

Osmarina (Departamento de Assistência e Promoção Social), Jesus (Departamento de Assistência Espiritual) e Dr. Heli Nunes, em alegre conversa na Federação Espírita. As atividades estão sendo revistas com o propósito de unificar os departamentos e aproximar cada vez mais os trabalhadores em torno do ideal maior, que é o de servir.
A Fepi recebe diariamente a visita de pessoas em busca de consolo e esclarecimento, surgindo daí a necessidade de buscar meios de melhor atender. Todo esse laboratório será avaliado, podendo vir a ser apresentado às casas espíritas uma nova metodologia para o atendimento fraterno.

Nazareno Feitosa realizará programação em Teresina no mes de março

Nazareno Feitosa é expositor espírita internacional, Assessor de Comunicação da Federação Espírita do Distrito Federal, Funcionário Público pós-graduado com formação em Terapia de Regressão a Vivências Passadas, estudos sobre o Pathwork da Era Pierrakos e outras ferramentas de Autoconhecimento.

Promoção: Centro Espírita Bezerra de Menezes
Informações: Juciélio 9981 0308 e Afonso 8804 0089

Programação

13.03 - Sexta-feira - Centro Espírita Bezerra de Menezes
Tema: Bezerra de Menezes O Apóstolo da Caridade
Horário: 19:00 às 20:00h

14.03 - Sábado - Cine Teatro da Assembléia Legislativa

Seminário: Sexualidade e Espiritualidade
Horário: 9:00 às 12:00h

Seminário: Perdão e Autoperdão: Felicidade sem culpa
Horário: 14:30 às 17:30h

Entrada: 1 kg de alimento destinado à Campanha Auta de Sousa do C.E.B.M

14.03 - Centro Espírita Joanna de Ângelis
Tema: A Verdadeira Felicidade
Horário: 19:30 às 20:30h

15.03 - Domingo - Federação Espírita Piauiense

Palestra: As Dificuldades de Convivência na Casa Espírita
Horário: 9:00 às 10:30h

Palestra: A Força Libertadora da Doutrina Espírita
Horário: 18:00 às 19:00h

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O QUE É O ESPIRITISMO

DOUTRINA ESPÍRITA ou ESPIRITISMO

O QUE É
É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.
“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.” Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)
“O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.” Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. VI – 4)
O QUE REVELA
Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.
SUA ABRANGÊNCIA
Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.
Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social. Seus ensinos fundamentais
Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.
Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.
Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.
O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

PRÁTICA ESPÍRITA
Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem.
Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.”

“Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”

O estudo das obras de Allan Kardec é fundamentalpara o correto conhecimento da Doutrina Espírita.

A CODIFICAÇÃO ESPÍRITA

OS LIVROS BÁSICOS DO ESPIRITISMO SÃO:

O LIVRO DOS ESPÍRITOS
ALLAN KARDEC
Editado em abril de 1857, contém a filosofia espírita, com 1019 perguntas formuladas por Allan Kardec aos nobres espíritos desencarnados, como São Luiz, São Vicente de Paulo, Erasto, o Espírito da Verdade entre outros. As respostas obtidas sobre assuntos dos mais variados, quais sejam: afeições que certos espíritos votam a algumas pessoas(484); encarnação em diferentes mundos(172); direito de propriedade, roubo(880); que é Deus?(1)... É fundamental o conhecimento desta obra a todos os que queiram aprofundar-se no estudo do ESPIRITISMO.

O LIVRO DOS MÉDIUNS
ALLAN KARDEC
Esta obra, lançada em janeiro de 1861, trata da ciência Espírita, a parte prática da doutrina, o contacto com o mundo invisível, subjetivo, imaterial. É um tratado da fenomenologia mediúnica com sérias advertências e estudos acerca do intercâmbio com os "mortos". Ninguém que queira exercer a mediunidade, pode eximir-se de conhecer tal livro, sob pena de mau direcionar suas possibilidades mediúnicas ou paranormais. Aborda a formação de médiuns; a obsessão; o laboratório do mundo invisível; as aparições; das sociedades espíritas...

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
ALLAN KARDEC
Lançado em abril de 1864, estuda as máximas de Jesus, em todos os seus temas, desdobrado por inúmeras mensagens espirituais comentando a excelência do pensamento, da vida e dos atos do Filho de Deus. O ensino moral, enfocado especialmente, consola e faculta paz a quantos lhe compulsam as páginas iluminadas. As bem-aventuranças, as parábolas, as promessas e as revelações, todas são comentadas à luz da Revelação Espírita. Acende nova luz na religiosidade dos corações ansiosos por identificar-se com o Mestre e vivê-lo diariamente.

O CÉU E O INFERNO (A Justiça de Deus Segundo o Espiritismo)
ALLAN KARDEC
Datado o seu lançamento de Agosto de 1865, realiza o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal para a vida espiritual, as penalidades e recompensas futuras, os anjos e demônios, as penas, etc... O céu, o inferno, o purgatório, são estudados racionalmente, levando a conclusões claras e precisas da justiça de Deus. Contém ainda, em sua segunda parte, uma coletânea de mensagens de além túmulo, exemplificando as diversas categorias de espíritos e seus estados após a morte física. Merece acurada leitura, senão estudo, com o objetivo de aclarar inúmeras questões seculares acerca de assuntos tão controvertidos como os demônios e o inferno.

A GÊNESE - Os Milagres e as Predições
ALLAN KARDEC

Publicado em janeiro de 1868, compreende um estudo profundo da GÊNESE, dos "milagres" e das "predições", sob a luz do conhecimento espírita e as leis que revela. Aborda temas como: os seis dias; sucessão dos mundos; cataclismos futuros; raça adâmica; perda do paraíso; etc. Dos milagres trata: A filha de Jairo; o Cego de nascença; a Estrela dos Magos; o Beijo de Judas; transfigurações... Os que desejem esclarecer-se, devem dedicar-se à sua leitura, buscando a clareza das conclusões do codificador sob a orientação dos nobres espíritos do bem.


HISTÓRIA DO ESPIRITISMO

História do Espiritismo
Irmãs Fox


A História do ESpiritismo teve início em 1848, nos Estados Unidos, especificamente na cidade de Hydesville, Estado de Nova York, quando foi registrado e pesquisado o caso das Irmãs Fox (Lia, Margareth e Kate), médiuns de efeitos físicos. Em sua residência elas fizeram contato com o espírito Charles B. Rosma, através de pancadas (tiptologia) ouvidas nas paredes. O espírito deu provas da sobrevivência após a morte, provas essas que foram constatadas como verdadeiras. A imprensa noticiou o fato, as irmãs começaram a fazer demonstrações públicas da mediunidade de efeitos físicos e várias comissões de análise atestaram a veracidade dos fenômenos. A partir disso outros médiuns começaram a se destacar e os fenômenos de efeitos físicos se multiplicaram, chegando à Europa.

Mesas Girantes

Um dos fenômenos mais populares era o das Mesas Girantes, que invadiram os salões da aristocracia européia. Consistia num grupo de pessoas reunidas em torno da mesa, com as mãos sobre a mesma, e ela se punha a movimentar independente da vontade das pessoas, chegando a subir até o teto, andar pela sala e fazer outras manobras. O fenômeno das mesas girantes percorreu os Estados Unidos, o Canadá, a França, a Alemanha, a Itália e a Inglaterra, sendo pesquisado por vários intelectuais e cientistas, principalmente na França.

Allan Kardec

Chamou muito a atenção o fato da mesa girante ter vontade própria e, através da tiptologia (pancadas), responder perguntas sobre diversos temas. Convidado, em 1855, para assistir uma reunião, o professor Hyppollite Léon Denizard Rivail chegou à conclusão que era preciso conhecer a causa de fenômeno tão extraordinário e, após quase dois anos de pesquisa, a mesa girante deu todas as provas, transformadas em fatos autênticos, que ela era apenas instrumento, ferramenta de comunicação de um espírito, ou seja, um ser humano já "morto" mas que continuava vivo no além-túmulo. Essa pesquisa culminou no lançamento, em 18 de abril de 1857, da obra "O Livro dos Espíritos" trazendo os princípios fundamentais do Espirtismo ou Doutrina Espírita. O professor Rivail assinou a obra com o pseudônimo Allan Kardec, nome pelo qual passou a ser conhecido. Na sequência de seu trabalho foram publicados os seguintes livros: "O Livro dos Médiuns" (1861), "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (1864), "O Céu e o Inferno" (1865) e "A Gênese" (1868). Allan Kardec nasceu no dia 03 de outubro de 1804 e desencarnou no dia 31 de março de 1869. Além das obras aqui citadas, Kardec manteve a publicação da "Revista Espírita", periódico mensal, e fundou o primeiro Centro Espírita do mundo, a "Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas".

No Brasil

No dia 17 de setembro de 1865, em pleno Império, surgia o "Grupo Familiar de Espiritismo", na cidade de Salvador, Bahia, com Luiz Olimpio Teles de Menezes, que em julhon de 1869 publica o jornal "O Echo de Além-Túmulo". Em 02 de agosto de 1873, já na cidade do Rio de Janeiro, aparece a "Sociedade de Estudos Espíritas - Grupo Confúcio" dando início à projeção do espiritismo em terras brasileiras, tanto que no ano de 1881 é realizado o "1º Congresso Espírita do Brasil". A "Federação Espírita Brasileira" foi criada em 1884 e em outubro de 1949 cria-se o "Conselho Federativo Nacional", reunindo todas as Federativas Espíritas Estaduais. Hoje o Brasil possui mais de 5 mil Centros Espíritas e a Literatura Espírita ultrapassa 3 mil títulos em catálogo.

O que deve ser a História do Espiritismo
“A propósito dessa história, sobre a qual dissemos algumas palavras, várias pessoas nos perguntaram o que compreenderia ela e, a propósito, nos enviaram diversos relatos de manifestações. Aos que pensaram assim trazer uma pedra ao edifício, agradecemos a intenção, mas diremos que se trata de algo mais sério que um catálogo de fenômenos espíritas, encontradiço em muitas obras.Tendo que se destacar o Espiritismo nos fastos da humanidade, será interessante para as gerações futuras saber porque meios ter-se-á ele se estabelecido. Será, pois, a história das peripécias que tiverem assinalado os seus primeiros passos; das lutas que tiver enfrentado; dos entraves que lhe terão oposto; de sua marcha progressiva no mundo inteiro. O verdadeiro mérito é modesto e não busca fazer-se valer. É preciso que a humanidade conheça os nomes dos primeiros pioneiros da obra, daqueles cuja abnegação e devotamento merecerão ser inscritos em seus anais; das cidades que marcharam na vanguarda; dos que sofreram pela causa, a fim de que os abençoem; e dos que fizeram sofrer, a fim de que orem, para que sejam perdoados; numa palavra, de seus amigos dedicados e de seus inimigos confessos ou ocultos. É preciso que a intriga e a ambição não usurpem o lugar que lhes pertence, nem um reconhecimento e uma honra que lhes não são devidos. Se há Judas, devem ser desmascarados. Uma parte que não será menos importante é a das revelações que, seguidamente, anunciaram todas as fases dessa nova era e os acontecimentos de toda a ordem, que as acompanharam.Aos que achassem a tarefa presunçosa, diremos que não temos outro mérito senão o de possuir, por nossa posição excepcional, documentos que não pertencem a ninguém e que estão ao abrigo de quaisquer eventualidades; que, incontestavelmente, estando o Espiritismo sendo chamado a desempenhar um grande papel na História, importa que seu papel não seja desnaturado, e opor uma história autêntica às histórias apócrifas que o interesse pessoal poderia fabricar.Quando aparecerá ela? Não será tão cedo e talvez não em nossa encarnação, pois não se destina a satisfazer a curiosidade do momento. Se dela falamos por antecipação, é para que ninguém se equivoque quanto ao seu objetivo e seja anotada a nossa intenção. Aliás, o Espiritismo está em começo e muitas outras coisas terão passado até lá. Então, é preciso esperar que cada um tenha tomado o seu lugar, certo ou errado.”“O que deve ser a História do Espiritismo” - Revista Espírita – ANO V, outubro de 1862

NATUREZA E FINALIDADE DA DOUTRINA ESPÍRITA

O Espiritismo é a ciência que trata da origem, natureza e destino dos espíritos e sua relação com o mundo material. Revelado pelos espíritos, tem origem transcendente e divina.
Os conceitos e ensinamentos filosóficos decorrentes dos fatos científicos das manifestações de além túmulo têm consequências morais, levando a criatura a uma religiosidade íntima e exterior. Tais proposições ético-comportamentais e conceitos filosófico-morais, condiciona a criatura ao entendimento de onde vem, para onde vai, porque se encontra na Terra e qual as razões da dor e do sofrimento.

Equacionadas e resolvidas as questões capitais, a consolação refrigera a alma e aponta o rumo da felicidade.


O Consolador Prometido

Jesus, o divino poeta do amor e do bem, em o evangelho de João, capítulo 14, versículos 15 a 17 e 26 diz:

"Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro consolador, o paráclito para que fique convosco eternamente. O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas quanto a vós conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito".

O Espiritismo, como a terceira revelação de Deus à Humanidade, vem concluir a tarefa iniciada com Moisés e elaborada por Jesus.

Diversos conceitos que não poderiam ser apresentados então, o foram dezoito séculos depois, relembrando todo o edifício cristão esquecido ou deturpado pelos interesses humanos.

ALLAN KARDEC

ALLAN KARDEC, O CODIFICADOR DO ESPIRITISMO

O Professor Rivail:
Na cidade de Lyon, na França, na rua Sala, n.º 76, nasceu, no dia 03 de outubro de 1804, aquele que se tornaria célebre sob o pseudônimo de Allan Kardec.
Filho de tradicional família francesa de magistrados e professores, teve como pai o Sr. Jean Baptiste Antoine Rivail, que era magistrado, e a Sra. Jeanne Louise Duhamel, sua mãe.
Batizado pelo padre Barthe, a 15 de junho de 1805, na igreja de Saint Denis de la Croix-Rousse, recebeu o nome de Hipollyte Léon Denizard Rivail.
Em Lyon fez os seus primeiros estudos, seguindo depois, aos doze anos, para Yverdon, na Suíça, a fim de estudar no instituto do célebre professor Pestallozzi. O instituto desse abalizado mestre era um dos mais famosos e respeitados em toda a Europa, reputado como escola modelo, por onde passaram sábios escritores do velho continente. Desde cedo Hipollyte tornou-se um dos mais eminentes discípulos de Pestallozzi, um colaborador inteligente e dedicado, chegando mesmo a substituir, muitas vezes, o grande mestre, quando este se afastava por solicitação de outros governos para a criação de outros institutos, ou por outros compromissos.
Dotado de notável inteligência e atraído por sua vocação, desde os 14 anos ele ensinava, aos condiscípulos menos adiantados, tudo o que aprendia.
Concluídos os seus estudos em Yverdon, regressou a Paris, onde se tornou conceituado Mestre não só em letras como em Ciências. Doutorou-se em medicina, após completar todos os estudos médicos e defender brilhantemente sua tese. Insigne lingüista, conhecia profundamente e falava corretamente o inglês, o italiano o alemão, o espanhol; tinha conhecimentos também do holandês e com facilidade podia expressar-se nesta língua.
Membro de inúmeras sociedades de sábios, especialmente da Academia Real d´Arras, foi premiado, por concurso, em 1.831, apresentando a sua magnífica memória: "Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época?".
Encontrando-se no mundo literário de Paris com a professora Amélie Gabrielle Boudet (que era nove anos mais velha que ele), culta, inteligente, autora de livros didáticos, contrai com ela matrimônio, em 06 de fevereiro de 1.832, conquistando uma preciosa colaboradora para a sua futura atuação missionária.
Citamos abaixo suas obras em ordem cronológica:
1.828 – Plano apresentado para o aperfeiçoamento da instrução pública;
1.829 – Curso Prático e Teórico de Aritmética – para o uso das mães de família e dos mestres;
1.831 – Gramática Francesa Clássica;
1.846 – Manual dos Exames para obtenção dos Diplomas de Capacidade, soluções racionais de questões e problemas de Aritmética e Geometria;
1.848 – Catecismo Gramatical da Língua Francesa;
1.849 – Nessa época, o Sr. Rivail é professor no Liceu Polimático, lecionando nas cadeiras de Fisiologia, Astronomia, Química e Física. Em uma obra muito bem aceita, faz um resumo dos seus cursos, e publica em seguida: Ditados normais dos Exames na Municipalidade e na Sorbona; Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas.
Seguindo em sua carreira pedagógica, poderia o Sr. Rivail levar uma existência feliz, honrada, calma com a estabilidade construída pela perseverança no trabalho e pelo brilhante êxito que lhe coroara os esforços; no entanto, sua missão o chamava para uma tarefa mais dispendiosa, a uma obra mais excelsa e, como muitas vezes teremos ensejo de evidenciar, ele mostrou-se sempre à altura da gloriosa missão que lhe estava destinada.

Allan Kardec – Um Homem destinado a uma Missão – e o Método Adotado.
No ano de 1.854 o professor Rivail ouviu falar pela primeira vez nas mesas girantes.
A princípio tal fenômeno não lhe chamou tanto a atenção, pois como ele era um profundo conhecedor de Química, de Física e também do Magnetismo (ele dedicou 35 anos de sua vida ao estudo do magnetismo), essas ocorrências poderiam ser explicadas.
Porém, quando lhe falaram que uma mesa podia responder perguntas, aí as coisas mudaram de figura , e ele respondeu textualmente: "Eu acreditarei quando ver e quando me tiverem provado que uma mesa tem cérebro para pensar e nervos para sentir e que se pode torná-la sonâmbula. Até lá permitam-me que não veja nisso senão uma fábula para provocar o sono".
Mais tarde, Kardec comenta o fato: "Encontrava-me no ciclo de um fato ignoto, contrário, aparentemente, às leis da Natureza e que minha razão não aceitava. Não tinha ainda visto nem observado nada; experiências procedidas em presença de pessoas honradas e dignas de fé firmavam-me na possibilidade de efeito meramente material; porém a idéia de uma mesa falante não cabia ainda no meu cérebro".
No ano seguinte – no começo de 1.855, o professor Rivail encontra o Sr. Carlotti, amigo de há vinte e cinco anos, que lhe fala sobre esses fenômenos por mais de uma hora, como entusiasmo que ele emprestava a todas as idéias novas. O Sr. Carlotti, natural da Córsega, era de natureza ardente e enérgica; O professor Rivail sempre distinguira nele as qualidades formadoras de grande e bela alma, mas não confiava na sua exaltação.
Menciona mais tarde, também Kardec, que o Sr. Carlotti foi o primeiro a lhe falar da intervenção dos Espíritos e este lhe narrou tantas coisas extraordinárias que, em vez de o convencerem, fizera crescer mais as suas dúvidas.
Depois de algum tempo, pelo mês de maio de 1.855, quando o professor Rivail esteve na casa da sonâmbula – Sra. Roger, com o Sr. Fortier, seu magnetizador, também encontravam-se presentes o Sr. Pâtier e a Sra. Plannemaison, que lhe falaram desses fenômenos no mesmo sentido que usara o Sr. Carlotti, porém com outro tom. O Sr. Pâtier era funcionário público, idade avançada, belíssima instrução, de caráter grave, frio e ponderado; sua linguagem calma, destituída de qualquer entusiasmo; causou-lhe a narrativa profunda impressão.
Convidado para assistir as experiências que se faziam na casa da Sra. Plannemaison, à rua Grande-Bateliére, 18, aceitou solicitamente. A entrevista ficou marcada para uma terça-feira de maio, às 20.00 horas.
Nessa reunião, o professor Rivail assistiu pela primeira vez o fenômeno das mesas girantes, que pulavam o e corriam, e isso em tais condições que não era possível nenhuma dúvida.
Mais tarde, comenta ainda Kardec: "Assisti aí, também, alguns ensaios muito imperfeitos de escrita mediúnica em uma ardósia, contando-se com o auxílio de uma cesta. Minhas idéias longe estavam de terem sofrido modificação, mas no que sucedia devia haver uma causa. Percebi, debaixo dessas aparentes futilidades e a espécie de brincadeira que se fazia com esses fenômenos, algo de sério e como que a revelação de uma nova lei, que a mim mesmo prometi investigar mais a fundo."
Em um dos serões da casa da Sra. Plannemaison, travou o professor Rivail, conhecimento com a família Baudin, que o convidou a assistir às sessões semanais feitas em sua residência, o que foi aceito com interesse, e o fizeram comentar mais tarde:
"Aí foi que iniciei os meus estudos sérios em Espiritismo. Sujeitei a essa nova ciência, como o fazia a tudo, ao método da experimentação; jamais formulei teorias preconcebidas; observava acuradamente, comparava, tirava conseqüências; procurava pelos efeitos atingir as causas através da dedução pelo encadeamento lógico dos fatos, não aceitando como válida uma explicação, a não ser quando ela possa resolver as dificuldades da questão... Percebi nesses fenômenos a chave do problema tão obscuro e tão discutido do passado e do futuro, a solução que em toda a minha vida andara procurando; em uma palavra, era uma total reviravolta nas idéias e nas crenças...
Das primeiras conclusões de minhas observações foi constatar que os Espíritos, sendo apenas a alma dos homens, não possuíam nem a soberana sabedoria, nem a soberana ciência; seu saber era adstrito ao grau de sua evolução; e que a opinião que emitissem tinha apenas o valor de uma opinião pessoal..."
Cumpre observar-se porém, que de início, o Sr. Rivail, em vez de ser um entusiasta dessas manifestações e ocupado por outras preocupações, quase as abandonou, coisa que teria feito se não fossem os insistente pedidos dos Srs. Carlotti, René Taillandier, Tiedeman-Manthése, Sardou, pai e filho e Didier, editor que durante cinco anos vinham acompanhando o estudo de tais fenômenos, e haviam compilado 50 cadernos de diferentes comunicações, que não conseguiam ordenar. Conhecedores das vastas e raras aptidões de síntese do Sr. Rivail, esses senhores mandaram-lhe os cadernos, solicitando-lhe que deles tomasse conhecimento e os coordenasse – ordenasse-os. Tal trabalho, no entanto, era árduo e tomava muito tempo, devido às falhas e obscuridades dessas comunicações. O professor Rivail, não podia aceitar essa tarefa cansativa e absorvente, em virtude de outros trabalhos.
Uma noite, através de um médium, seu Espírito protetor, deu-lhe uma comunicação toda pessoal, em que lhe dizia, de permeio a outras coisas, tê-lo conhecido em uma existência anterior, quando, ao tempo dos Drúidas, ambos viviam nas Gálias. Ele usava, então, o nome de Allan Kardec, e, como continuamente aumentava a amizade que lhe guardara, esse Espírito prometia-lhe auxiliá-lo na tarefa importantíssima a que ele era solicitado, e que com muita facilidade empreenderia.
O professor Rivail entregou-se à obra: tomou os cadernos, anotou-os cuidadosamente. Depois de acurada leitura, eliminou as repetições e ordenou em sua respectiva posição cada ditado, cada relatório de sessão; apontou as falhas a preencher, as obscuridades a aclarar, e organizou o questionário necessário para atingir esse resultado.
A partir daí, as reuniões assumiram feição muito diversa: ele comparecia ás sessões com uma série de perguntas preparadas e, metodicamente dispostas, e elas eram respondidas com precisão, profundeza e de maneira lógica.
Relata posteriormente Kardec: "De início, eu não visava senão a minha própria instrução; depois, percebendo que tudo aquilo formava um conjunto e assumia os contornos de uma doutrina, tive idéia de o publicar, para instrução de todos. Essas mesmas questões foram as que, paulatinamente desenvolvidas e completadas, constituíram a base de O Livro dos Espíritos.
Cumpre também observar-se, que Kardec se utilizou do concurso de inúmeros médiuns, pois foram mais de mil grupos espíritas, no mundo todo que forneceram ao Codificador o material que ele sistemática e minuciosamente catalogou. A participação de todos esses grupos oriundos de várias partes da terra caracteriza o princípio da Universalidade dos Ensinos dos Espíritos.
No instante de o dar a publicação, o autor ficou bastante embaraçado em resolver como o deveria assinar, se com o seu nome - Hipollyte Léon Denizad Rivail, ou com o pseudônimo. Por ser muito conhecido o seu nome no mundo científico, devido aos seus trabalhos anteriores, e podendo dar origem a uma confusão, talvez até prejudicar o êxito do empreendimento, ele adotou a sugestão de o assinar com o nome de Allan Kardec.

PRINCIPIOS BÁSICOS DA DOUTRINA ESPÍRITA

A Doutrina Espírita está estabelecida sobre os princípios básicos:

· CRENÇA EM DEUS;
Princípio maior da Doutrina Espírita
Inteligência Suprema. Causa primária de todas as coisas

Não é dado ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Para compreendê-lo, ainda nos falta o sentido próprio, que só se adquire por meio da completa depuração do Espírito.
O homem, pode, pelo raciocínio, chegar a conhecer-lhe os atributos necessários, porquanto, vendo o que ele absolutamente não pode ser, sem deixar de ser Deus, deduz daí o que ele deve ser.
Atributos são qualidades que caracterizam o ser e, estão, evidentemente, em relação com a sua íntima natureza.

Atributos de Deus

Suprema e soberana inteligência - Abrangendo o infinito, tem que ser infinita. Se a supuséssemos limitada num ponto qualquer, poderíamos conceber outro ser mais inteligente, capaz de compreender e fazer o que o primeiro não faria e assim por diante, até o infinito.
Eterno - Não teve começo e não terá fim. Se tivesse tido principio, houvera saído do nada. Ora,
não sendo o nada coisa alguma, coisa nenhuma pode produzir. Ou, então, teria sido criado por outro ser anterior e, nesse caso, este ser é que seria Deus.
Imutável – Se estivesse sujeito a mudanças, nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o
Universo.
Imaterial – Sua natureza difere de tudo o que chamamos de matéria.
imutável - De outro modo, não seria Deus, pois estaria sujeito às transformações da matéria.
Onipotente – Se não possuísse o poder supremo, sempre se poderia conceber uma entidade mais poderosa e assim por diante.
Soberanamente justo e bom – A providencial sabedoria das leis divinas se revela nas mais
pequeninas coisas, como nas maiores, não permitindo essa sabedoria que se duvide da sua justiça, nem da sua bondade.
Infinitamente perfeito – É impossível conceber-se Deus sem o infinito das perfeições, sem o que não seria Deus, pois sempre se poderia conceber um ser que possuísse o que lhe faltasse.
Único – A unicidade de Deus é conseqüência do fato de serem infinitas as suas perfeições. Não
podería existir outro Deus, salvo sob a condição de ser igualmente infinito em todas as coisas, visto que, se houvesse entre eles a mais ligeira diferença, um seria inferior ao outro, subordinado ao poder desse outro e, então, não seria Deus.

· IMORTALIDADE DA ALMA;
Desde a idade remota os homens tinham idéias ou intuições sobre a imortalidade da alma. Povos indígenas tinham o costume de colocarem armas e utensílios no túmulo, numa possível referência a continuação da vida. Embora a imortalidade da alma tenha sido ensinada através dos tempos por todas as doutrinas espiritualistas, coube ao Espiritismo, não só confirmar esta evidência como através de fatos, comprovar sua realidade. Assim é que o Espiritismo vem oferecendo desde sua codificação ensejo a todos que desejem certificar-se da imortalidade. O desdobramento da personalidade humana, comprovado através de testemunhos indiscutíveis. Aparições expontâneas, os desdobramentos conscientes, materializações, fenômenos de incorporação, voz direta, psicografia, psicometria, sonhos e intuições são provas de que a vida futura não é mais um simples artigo de fé, uma hipótese.
A imortalidade da alma é uma das mais importantes revelações para a humanidade, pois através dela, nos asseguramos da realidade do futuro e da certeza de que um dia, através de nossos esforços, atingiremos a perfeição a que todos nós estamos destinados.
Por isto o Cristo iluminado nos disse: “Vós sois deuses” (Jo 10:34) e “nenhuma de minhas ovelhas se perderá” (Jo 18:9)
Quanto a imortalidade de nossa alma, o Cristo foi mais claro ainda quando disse: “Eu sou a ressurreição e a vida e todo aquele que crê em mim mesmo que morrer viverá, e todo aquele que crê em mim não perecerá”(Jo 11:25)
“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aqueles que podem fazer perecer no inferno a alma e o corpo”(Mt 10:28).
Portanto, para o verdadeiro cristão, a morte nada tem de apavorante e não é mais a porta do nada, mas a porta da libertação que abre ao homem reformado à entrada de uma nova morada de felicidade e paz.
Se quisermos desfrutar de equilíbrio e paz no plano extra físico em nossas existências futuras, é indispensável alicerçar nossos atos e ações no amor cósmico e universal ensinado pelo Homem de Nazaré. A edificação do amor em nossos corações é o único roteiro capaz de nos conduzir à perfeição espiritual a que nos destinamos. Não é bastante apenas crer na imortalidade da alma, inadiável é a luta que temos que travar dentro de nós mesmos procurando vencer nossos erros, vícios e defeitos.
A idéia clara e precisa que temos da imortalidade nos dá a fé inabalável para o futuro.
A nossa vida corporal passa a ser apenas uma passagem, uma curta estação neste planeta de provas e expiações! As dores e vicissitudes são passageiras, porque o determinismo de nossa evolução nos dirigirá a um estado de mais felicidade e ventura.
Reformemos o quanto antes nossas vidas, afogando definitivamente o homem velho cheio de erros e defeitos, para que possa ressurgir um homem novo e feliz, harmonizado com o Cristo e com seu evangelho.
“Porque aquele que quiser salvar sua vida, perdê-la-á, e quem perder sua vida por minha causa achá-la-á. Pois, o que aproveita ao homem ganhar o mundo, se perder sua alma?” (Mt 16:25-26)
· PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS;
“Há várias moradas na Casa de meu Pai” – João 14, 2.
O nosso conceito de que Deus fez a terra e tudo que nela há, o sol, a lua e as estrelas para nós é falso e é isto que vem nos deixando com idéias arraigadas não nos permitindo enxergar mais além. Esta visão é bastante egoísta e presunçosa, não há como admitir, nos dias de hoje, que Deus tenha criado tudo para o gozo, contemplação e delícia do ser humano, que na verdade não passa de mais um dos seres da criação divina, cuja diferença para com os animais é ter o raciocínio contínuo. Entretanto mostra, em algumas situações, mais irracional que os próprios animais. Para podermos nos situar, vejamos a grandeza do cosmo. Ao depararmos com sua magnitude chegaremos à conclusão de nossa extrema insignificância perante o Universo.
O cosmo conhecido tem por diâmetro 40.000.000.000 anos-luz. E para quem quiser mensurar o que representa este número, basta multiplicá-lo por 9.467.280.000.000 km, número este que equivale a um ano-luz. Ora, dentro desta extraordinária grandeza não há como pensar que somente a terra, talvez nem um minúsculo grão de areia neste contexto, tenha vida humana. A ciência avança gradativamente e algumas nações gastam fortunas para tentar captar sons de outras galáxias, instrumentos cada vez mais potentes e sensíveis são direcionados para o céu em busca do contato com inteligências extraterrestres. Pode até parecer ficção científica, mas é a nossa pura realidade nos dias de hoje.
Perguntaríamos: Dada a grandeza do cosmo com seus bilhões e bilhões de planetas porque pensar que apenas a terra teria vida? Não poderia Deus ter criado tantos planetas sem que tivessem alguma outra utilidade a não ser iluminar nossas noites escuras? Tem que haver forçosamente, dentro de um senso lógico, vidas em outros planetas. Para se ter uma idéia somente a Via Láctea possui cerca de 200.000 planetas semelhantes a terra. Se há vida na terra porque não poderia haver nestes outros planetas semelhantes ao nosso? Não podemos fugir desta grande possibilidade de que possa haver vidas em outros planetas.
Suponhamos que um homem é colocado num foguete e lançado à Marte, desce lá e se não vê vida humana não quer dizer necessariamente que não há vida em Marte, o que podemos afirmar é que em Marte não há vida igual ou semelhante à da terra. Poderia ocorrer, talvez, que a vida em Marte não seria captada pelos nossos sentidos, como por exemplo, numa gota d’água não enxergamos, a olho nu, os micróbios que nela vivem, mas se colocarmos esta gota diante de um microscópio veremos uma infinidade de seres vivendo nesta gota, ou seja, se tivermos um instrumento apropriado poderíamos deslumbrar com a vida naquele planeta.
E aí as palavras de Jesus, em João 14, 2, “há muitas moradas na casa de meu Pai”, parecem fazer sentido. Não estaria ele falando dos vários planetas habitados?
Preocupado com esta questão Allan Kardec questiona aos espíritos superiores, conforme consta do Livro dos Espíritos, o seguinte:
Pergunta 55 – Todos os globos que circulam no espaço são habitados?
Resposta – Sim, e o homem da terra está longe de ser, como crê, o primeiro em inteligência, em bondade e perfeição. Todavia, há homens que se crêem muitos fortes, que imaginam que somente seu pequeno globo tem o privilégio de abrigar seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que Deus criou o Universo só para eles.
Pergunta 56 – A constituição física dos mundos é a mesma?
Resposta – Não, eles não se assemelham de modo algum.
Pergunta 67 – A constituição física dos mundos não sendo a mesma para todos, seguir-se-ão tenham organização diferentes os seres que os habitam?
Resposta – Sem dúvida, como para vós os peixes são feitos para viverem na água e os pássaros no ar.


· REENCARNAÇÃO;
Allan Kardec foi bastante racional nas considerações que teceu sobre a pluralidade das existências. A certa altura ele diz:
"Se não há reencarnação, não há mais do que uma existência corporal, isso é evidente. Se nossa existência corporal é a única, a alma de cada criatura foi criada por ocasião do nascimento, a menos que admitamos a anterioridade da alma. Mas nesse caso perguntaríamos o que era a alma ANTES do nascimento, e se o seu estado não constituiria uma existência sob qualquer forma. Não há, pois, meio-termo: ou a alma existia ou não existia antes do corpo.
Se ela existia, qual era a sua situação ? Tinha ou não tinha consciência de si mesma ? Se não a tinha era mais ou menos como se não existisse; se tinha, sua individualidade era progressiva ou estacionaria ? Num e noutro caso, qual a sua situação ao tomar o corpo? Admitindo, de acordo com a crença vulgar, que a alma nasce com o corpo, ou o que dá no mesmo, que antes da reencarnação só tinha faculdades negativas, formulemos as seguintes questões:
Por que a alma revela aptidões tão diversas e independentemente das idéias adquiridas pela educação ?
De onde vem a aptidão extranormal de algumas crianças de pouca idade para esta ou aquela ciência, enquanto outras permanecem inferiores ou medíocres por toda a vida ?
De onde vêm, para uns as idéias inatas ou intuitivas, que não existem para outros ?
De onde vêm, para certas crianças, os impulsos precoces de vícios ou virtudes, esses sentimentos inatos de dignidade ou de baixeza, que contrastam com o meio em que nasceram ?
Por que alguns homens, independentemente da educação, são mais adiantados que outros ?
Por que há selvagens e homens civilizados ? Se tomarmos uma criança hotentote, de peito, e a educarmos, enviando-a depois aos mais renomados liceus, faremos dela um Laplace ou um Newton ?
Por que umas nascem na mais extrema miséria e outras na opulência. Umas têm berço de ouro e outras não têm um mísero bercinho para acomodar seu corpinho ?
Por que algumas pessoas nascem portando doenças incuráveis (sem ser caso de hereditariedade) e sofrem a vida toda, e outras nascem cheias de sa£de e de vigor ? Por que morrem crianças em tenra idade e outras vivem muitos anos ?
Por que algumas pessoas nascem sem alguns de seus membros, na cegueira, portando numerosas deficiências físicas ?
Por que uns nascem no seio de povos primitivos e em países inóspitos, e outros nascem no seio dos povos mais civilizados ?
Por que nascem crianças precoces, no campo da música, da matemática e de outros conhecimentos, e outras, apesar de estudarem e se esforçarem a vida toda, não conseguem alcançar um nível razoável de conhecimento ?
Por que criaturas más desfrutam de grande prosperidade na vida, e outras, bondosas e moralizadas, vivem uma vida cheia de tropeços e de amargores ?
Qual a Filosofia ou a Religião que pode equacionar esses problemas sem valer-se da lei das vidas sucessivas ou da Reencarnação ?
O Espiritismo tem explicação para todos esses problemas, demonstrando que essas discrepâncias ocorrem devido, a maior parte das vezes, aos desvios que a criatura comete, e que exige reajuste perante a justiça do Criador.
Deve-se, pois, reconhecer que a doutrina da pluralidade das existências é a única a explicar aquilo que, sem ela, é inexplicável; que é altamente consoladora em conformidade com a justiça mais rigorosa, sendo para o homem a tábua de salvação que Deus lhe concedeu na sua misericórdia infinita.
Desacreditá-la é, no mínimo, afirmar que Deus é injusto.


· COMUNICABILIDADE DOS ESPÍRITOS.
“A comunicabilidade dos espíritos com os encarnados não é um fato recente, mas antiquíssimo, com a única diferença que no passado era apanágio dos chamados iniciados e na atualidade, com o advento do Espiritismo, tornou-se fenômeno generalizado a todas as camadas sociais”.
“A possibilidade dos Espíritos se comunicarem é uma questão muita bem estabelecida, resultante de observações e experiências rigorosamente realizadas por eminentes pesquisadores. Os espíritas não têm duvidas a esse respeito; porém, determinados companheiros que abraçam correntes religiosas diferentes da Doutrina Espírita, procuram criticá-la, chamando a atenção, entre outras coisas, sobre a proibição mosaica de evocar os mortos”.
Na lei mosaica esta escrito: “... não vos virareis para adivinhações e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles; Eu sou o Senhor vosso Deus”.
“... Quando pois algum homem ou mulher em si tiver um espírito adivinho, ou for encantador, certamente morrerão: com pedras serão apedrejados; o seu sangue é sobre eles”.
“... Não achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro. Nem encantador de encantamentos, nem quem consultem um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o senhor teu Deus as lança fora de diante dele”.
“A lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força é que o seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e não mais em outras de suas partes? Desde que se reconhece que a lei mosaica não está mais de acordo com a nossa época e costume, em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos.
Demais, é preciso explicar os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anularam completamente. O legislador hebreu queria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos...”.
“A proibição de Moisés foi mais para conter um comércio grosseiro e prejudicial com os desencarnados. Os israelitas necessitavam de uma ação mais disciplinadora porque, além do mais... a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição.
Naquela época, aliada à prática pura e simples de evocar os mortos, havia um verdadeiro comércio com os adivinhadores... associadas às práticas da magia e do sortilégio, acompanhadas até de sacrifícios humanos...”. “A proibição, tinha, pois, razão de ser. Nos dias atuais o ser humano adquiriu novas conquistas, o progresso se fez pelo predomínio da razão e a prática de intercâmbio espiritual ou mediúnica, defendida pelo Espiritismo tem outras finalidades: moralizadora, consoladora e religiosa”.
“A verdade é que o Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés... Os Espíritas não fazem sacrifícios humanos, de animais ou plantas, não interrogam os astros, adivinhos e magos para informarem-se de alguma coisa, não usam medalhas, talismãs, fórmulas sacramentais ou cabalísticas para atrair ou afastar Espíritos”.
O Espírita sincero sabe que “... o futuro é vedado ao homem por princípio, e só em casos raríssimos e excepcionais é que Deus faculta a sua revelação. Se o homem conhecesse o futuro, por certo negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade...
“A evocação dos espíritos exercidas na prática espírita tem o fito de receber conselhos dos espíritos superiores, de moralizar aqueles voltados para o mal e continuar com as relações de amizades e amor entre entes queridos que partilharam, ou não a vivência reencarnatória.”
“Pelas orientações instrutivas e altamente moralizadoras fornecidas pelos benfeitores espirituais, pelo valioso aprendizado oferecido pelos desencarnados sofredores, conclui-se que a prática mediúnica, é um fator de progresso humano, pelos benefícios que acarreta”.
“... Sem dúvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso.
Não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do médium libera-o da influência dos espíritos inferiores e perversos, que se sentem, então, impossibilitados de maior predomínio par faltarem os vínculos para a necessária sintonia”.
“Repelir as comunicações do além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem. A experiência nos ensina, além disso, o bem que podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a desprenderem-se da matéria e a se aperfeiçoarem. Interditar as comunicações é, portanto, privar as almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar...”